terça-feira, 15 de março de 2016

Adriano e o Voleibol

Adriano Correia de Oliveira jogou voleibol na Académica de Coimbra (inscrevendo-se na Federação Portuguesa de Voleibol com o número de licença 5205) e, segundo o que disse José A. Salvador a Zeca, Adriano terá jogado voleibol pelo Avintes.

JAS - Eu conheci o Adriano, sabes como? A jogar voleibol. Eu jogava no Espinho e ele no Avintes.

in "Zeca Afonso Livra-te do Medo"

O ano da foto com as faixas de Campeão Regional da 2ª divisão (?) está incorreta. Em 1950 Adriano tinha 8 anos (nasceu em 1942).

sexta-feira, 11 de março de 2016

Adriano em Coimbra

"Adriano chegou a Coimbra em Outubro de 1959, para frequentar o curso de Direito, com apenas 17 anos.

"A primeira aspiração de Adriano no campo cultural foi tocar viola eléctrica no conjunto ligeiro da Tuna Académica, lugar para o qual tinha já alguma experiência. No entanto, esse lugar já estava ocupado por José Niza, acabando Adriano por procurar um novo caminho para a música."

"Adriano desde cedo se integrou em vários organismos culturais e desportivos da Associação Académica de Coimbra, deixando o curso de para actividade secundária. Tornou-se assim elemento do Orfeão Académico de Coimbra (onde ocupava o lugar de primeiro tenor), fazendo também parte do grupo universitário de danças regionais (GUDR) onde é o sócio n.º 261.
Em 1964, no CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), foi actor e colaborador. (1 e 2)

É um dos subscritores do panfleto «Protesto», de maio de 1961, em defesa da Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC), alvo de ataques pela direita académica a propósito da publicação da «Carta a uma Jovem Portuguesa», de Artur Marinha de Campos na Via Latina, semanário da Associação Académica de Coimbra. (2)

O texto torna-se um manifesto contra o moralismo serôdio do salazarismo.

(1) - Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"

(2) - Eduardo M. Raposo - "Cantores de Abril"



Clicar - Carta A Uma Jovem Portuguesa


quarta-feira, 9 de março de 2016

Balada do Estudante

"A iniciação no fado aconteceu com Eduardo Melo. Adriano começou a assistir aos ensaios do Grupo Eduardo Melo, do qual faziam parte o irmão Ernesto Melo, Durval Moreirinhas e Eduardo.

Adriano tinha uma voz suave e triste, mas apesar de tudo potente."

"Adriano acompanhava este grupo durante as serenatas de rua. Nas noites mais frias em Coimbra, para manter as mãos quentes, a solução era, para os instrumentistas, pôr umas pedras ao lume, aquecê-las bem e depois envolvê-las em jornais. Colocadas nos bolsos, permitiam manter as mãos quentes, facilitando o dedilhar. Mas era necessário que alguém levasse os instrumentos... Adriano era uma espécie de aguadeiro: era o indivíduo que levava a viola de Durval Moreirinhas para que este pudesse manter as mãos quentes.

Até que um dia houve uma serenata em que o cantor, por um motivo qualquer, faltou. Como alternativa, Adriano teve que cantar porque conhecia todas as letras. Todo o grupo ficou surpreendido porque, se a voz não resultava no interior, ao ar livre era excelente e muito semelhante à de Zeca Afonso.

Este acontecimento foi uma conquista para Adriano, pois assim viu a sua oportunidade de integrar o grupo."

Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"

2º EP de Adriano


domingo, 6 de março de 2016

O Senhor Gerente

Para falar ao gerente
Em nome de todos nós
Se algum de nós o procura
Assoma logo pela frente
Um homem de cara dura
A dizer em alta voz:
" Não está o senhor gerente "
" Não está o senhor gerente "

Nunca está presente
Anda sempre ausente
Bem longe da gente
O senhor gerente.

Todos os dias à gente
Repetem que ele saiu
E só amanhã virá.
Assim nenhum de nós viu

Jamais o senhor gerente
Mas as ordens que ele dá
Essas sente-as a gente
Essas sente-as a gente.

Mesmo quando ausente
Está sempre presente
A mandar na gente
O senhor gerente.
...................................
(imagem retirada do site, Fados de Coimbra)


Colaboração de Ana Grácio

“O TROVADOR SEM MEDO”

Adriano Correia de Oliveira, símbolo de esperança e de força, é recordado na Antena 1.

Um trabalho de António Antunes com locução de Elsa Ferreira, participação de Jaime Fernandes, João Paulo Guerra e Viriato Teles, e depoimentos de Manuel Alegre e Vitorino.

(Créditos da foto: Inácio Ludgero/cedida por Viriato Teles)


Colaboração de Anália Gomes

quinta-feira, 3 de março de 2016

Figueira da Foz - Maio de 1961

Adriano com elementos do GUDR - Grupo Universitário de Danças Regionais, Figueira da Foz, Maio de 1961

Fotos do arquivo pessoal de Álvaro Araújo Rocha Vasconcelos

terça-feira, 1 de março de 2016

"Canção Com Lágrimas"


Canção com Lágrimas e Sol (publicada na primeira coletânea do poeta, Praça da Canção, 1965) é escrito em memória do alferes miliciano Manuel Ortigão, seu companheiro de armas durante a guerra colonial em Angola. morto aos 24 anos na explosão de uma mina.

Adriano Correia de Oliveira fará a música e interpreta (sob o título Canção com Lágrimas) devido a uma perda similar de seu amigo José Manuel Pais, que viria a morrer também em Angola.

Com um arranjo e interpretação magistral de Rui Pato​ à viola, a voz de Adriano eleva-se emotiva reportando-nos à dor sentida, pela perda dos amigos numa guerra sem sentido.