Adriano Correia de Oliveira jogou voleibol na Académica de Coimbra (inscrevendo-se na Federação Portuguesa de Voleibol com o número de licença 5205) e, segundo o que disse José A. Salvador a Zeca, Adriano terá jogado voleibol pelo Avintes.
JAS - Eu conheci o Adriano, sabes como? A jogar voleibol. Eu jogava no Espinho e ele no Avintes.
in "Zeca Afonso Livra-te do Medo"
O ano da foto com as faixas de Campeão Regional da 2ª divisão (?) está incorreta. Em 1950 Adriano tinha 8 anos (nasceu em 1942).
terça-feira, 15 de março de 2016
sexta-feira, 11 de março de 2016
Adriano em Coimbra
"Adriano chegou a Coimbra em Outubro de 1959, para frequentar o curso de Direito, com apenas 17 anos.
"A primeira aspiração de Adriano no campo cultural foi tocar viola eléctrica no conjunto ligeiro da Tuna Académica, lugar para o qual tinha já alguma experiência. No entanto, esse lugar já estava ocupado por José Niza, acabando Adriano por procurar um novo caminho para a música."
"Adriano desde cedo se integrou em vários organismos culturais e desportivos da Associação Académica de Coimbra, deixando o curso de para actividade secundária. Tornou-se assim elemento do Orfeão Académico de Coimbra (onde ocupava o lugar de primeiro tenor), fazendo também parte do grupo universitário de danças regionais (GUDR) onde é o sócio n.º 261.
Em 1964, no CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), foi actor e colaborador. (1 e 2)
É um dos subscritores do panfleto «Protesto», de maio de 1961, em defesa da Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC), alvo de ataques pela direita académica a propósito da publicação da «Carta a uma Jovem Portuguesa», de Artur Marinha de Campos na Via Latina, semanário da Associação Académica de Coimbra. (2)
O texto torna-se um manifesto contra o moralismo serôdio do salazarismo.
(1) - Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"
(2) - Eduardo M. Raposo - "Cantores de Abril"
Clicar - Carta A Uma Jovem Portuguesa
"A primeira aspiração de Adriano no campo cultural foi tocar viola eléctrica no conjunto ligeiro da Tuna Académica, lugar para o qual tinha já alguma experiência. No entanto, esse lugar já estava ocupado por José Niza, acabando Adriano por procurar um novo caminho para a música."
"Adriano desde cedo se integrou em vários organismos culturais e desportivos da Associação Académica de Coimbra, deixando o curso de para actividade secundária. Tornou-se assim elemento do Orfeão Académico de Coimbra (onde ocupava o lugar de primeiro tenor), fazendo também parte do grupo universitário de danças regionais (GUDR) onde é o sócio n.º 261.
Em 1964, no CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), foi actor e colaborador. (1 e 2)
É um dos subscritores do panfleto «Protesto», de maio de 1961, em defesa da Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC), alvo de ataques pela direita académica a propósito da publicação da «Carta a uma Jovem Portuguesa», de Artur Marinha de Campos na Via Latina, semanário da Associação Académica de Coimbra. (2)
O texto torna-se um manifesto contra o moralismo serôdio do salazarismo.
(1) - Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"
(2) - Eduardo M. Raposo - "Cantores de Abril"
Clicar - Carta A Uma Jovem Portuguesa
quarta-feira, 9 de março de 2016
Balada do Estudante
"A iniciação no fado aconteceu com Eduardo Melo. Adriano começou a assistir aos ensaios do Grupo Eduardo Melo, do qual faziam parte o irmão Ernesto Melo, Durval Moreirinhas e Eduardo.
Adriano tinha uma voz suave e triste, mas apesar de tudo potente."
"Adriano acompanhava este grupo durante as serenatas de rua. Nas noites mais frias em Coimbra, para manter as mãos quentes, a solução era, para os instrumentistas, pôr umas pedras ao lume, aquecê-las bem e depois envolvê-las em jornais. Colocadas nos bolsos, permitiam manter as mãos quentes, facilitando o dedilhar. Mas era necessário que alguém levasse os instrumentos... Adriano era uma espécie de aguadeiro: era o indivíduo que levava a viola de Durval Moreirinhas para que este pudesse manter as mãos quentes.
Até que um dia houve uma serenata em que o cantor, por um motivo qualquer, faltou. Como alternativa, Adriano teve que cantar porque conhecia todas as letras. Todo o grupo ficou surpreendido porque, se a voz não resultava no interior, ao ar livre era excelente e muito semelhante à de Zeca Afonso.
Este acontecimento foi uma conquista para Adriano, pois assim viu a sua oportunidade de integrar o grupo."
Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"
2º EP de Adriano
Adriano tinha uma voz suave e triste, mas apesar de tudo potente."
"Adriano acompanhava este grupo durante as serenatas de rua. Nas noites mais frias em Coimbra, para manter as mãos quentes, a solução era, para os instrumentistas, pôr umas pedras ao lume, aquecê-las bem e depois envolvê-las em jornais. Colocadas nos bolsos, permitiam manter as mãos quentes, facilitando o dedilhar. Mas era necessário que alguém levasse os instrumentos... Adriano era uma espécie de aguadeiro: era o indivíduo que levava a viola de Durval Moreirinhas para que este pudesse manter as mãos quentes.
Até que um dia houve uma serenata em que o cantor, por um motivo qualquer, faltou. Como alternativa, Adriano teve que cantar porque conhecia todas as letras. Todo o grupo ficou surpreendido porque, se a voz não resultava no interior, ao ar livre era excelente e muito semelhante à de Zeca Afonso.
Este acontecimento foi uma conquista para Adriano, pois assim viu a sua oportunidade de integrar o grupo."
Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"
2º EP de Adriano
domingo, 6 de março de 2016
O Senhor Gerente
Para falar ao gerente
Em nome de todos nós
Se algum de nós o procura
Assoma logo pela frente
Um homem de cara dura
A dizer em alta voz:
" Não está o senhor gerente "
" Não está o senhor gerente "
Nunca está presente
Anda sempre ausente
Bem longe da gente
O senhor gerente.
Todos os dias à gente
Repetem que ele saiu
E só amanhã virá.
Assim nenhum de nós viu
Jamais o senhor gerente
Mas as ordens que ele dá
Essas sente-as a gente
Essas sente-as a gente.
Mesmo quando ausente
Está sempre presente
A mandar na gente
O senhor gerente.
...................................
(imagem retirada do site, Fados de Coimbra)
Colaboração de Ana Grácio
Em nome de todos nós
Se algum de nós o procura
Assoma logo pela frente
Um homem de cara dura
A dizer em alta voz:
" Não está o senhor gerente "
" Não está o senhor gerente "
Nunca está presente
Anda sempre ausente
Bem longe da gente
O senhor gerente.
Todos os dias à gente
Repetem que ele saiu
E só amanhã virá.
Assim nenhum de nós viu
Jamais o senhor gerente
Mas as ordens que ele dá
Essas sente-as a gente
Essas sente-as a gente.
Mesmo quando ausente
Está sempre presente
A mandar na gente
O senhor gerente.
...................................
(imagem retirada do site, Fados de Coimbra)
Colaboração de Ana Grácio
“O TROVADOR SEM MEDO”
Adriano Correia de Oliveira, símbolo de esperança e de força, é recordado na Antena 1.
Um trabalho de António Antunes com locução de Elsa Ferreira, participação de Jaime Fernandes, João Paulo Guerra e Viriato Teles, e depoimentos de Manuel Alegre e Vitorino.
(Créditos da foto: Inácio Ludgero/cedida por Viriato Teles)
Colaboração de Anália Gomes
Um trabalho de António Antunes com locução de Elsa Ferreira, participação de Jaime Fernandes, João Paulo Guerra e Viriato Teles, e depoimentos de Manuel Alegre e Vitorino.
(Créditos da foto: Inácio Ludgero/cedida por Viriato Teles)
Colaboração de Anália Gomes
quinta-feira, 3 de março de 2016
Figueira da Foz - Maio de 1961
Adriano com elementos do GUDR - Grupo Universitário de Danças Regionais, Figueira da Foz, Maio de 1961
Fotos do arquivo pessoal de Álvaro Araújo Rocha Vasconcelos
Fotos do arquivo pessoal de Álvaro Araújo Rocha Vasconcelos
terça-feira, 1 de março de 2016
"Canção Com Lágrimas"
Canção com Lágrimas e Sol (publicada na primeira coletânea do poeta, Praça da Canção, 1965) é escrito em memória do alferes miliciano Manuel Ortigão, seu companheiro de armas durante a guerra colonial em Angola. morto aos 24 anos na explosão de uma mina.
Adriano Correia de Oliveira fará a música e interpreta (sob o título Canção com Lágrimas) devido a uma perda similar de seu amigo José Manuel Pais, que viria a morrer também em Angola.
Com um arranjo e interpretação magistral de Rui Pato à viola, a voz de Adriano eleva-se emotiva reportando-nos à dor sentida, pela perda dos amigos numa guerra sem sentido.
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