quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

10º Aniversário da CGTP- IN - 1980

18-10-1980 - 10º Aniversário da CGTP-IN, no Coliseu dos Recreios.

Com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, o catalão Pi de la Serra, o uruguaio Quintin Cabrera, Sérgio Godinho, Carlos Mendes, Paco Bandeira, Paulo de Carvalho, Luísa Bastos e José Mário Branco, grupo de cantores que foi apelidado “Os 10 Magníficos”.

"Os 10 Magníficos" e entre eles... Paco Bandeira.

Mudam-se os tempos...


Fonte: CGTP-IN


Magazine do Jornal "Alavanca" da CGTP-IN

Tu e eu meu amor - Dedicada a Matilde

"..."Residia numa casa de estudantes com a Ana Monteiro, a Manuela e a Conceição. Todas nós estudávamos em Lisboa. A Ana Monteiro desafiou-nos para irmos à boleia para Aveiro no Carnaval de 66. E fomos as três à boleia de Lisboa para Coimbra. Em Coimbra parámos na república Rás-Te-Parta e foi nessas circunstâncias que conheci o Adriano. Nesse mesmo ano, casámos em Outubro."... Matilde Leite"


Tu e eu meu amor
Meu amor eu e tu
E o amor
É o nu contra o nu

Nua a mão que segura
Outra mão que lhe é dada
Nua a suave ternura
Na face apaixonada
Nua a estrela mais pura
Nos olhos da amada
Nua a ânsia insegura
De uma boca beijada

Tu e eu meu amor...
Nua a dor e o prazer
E o riso que constrói
E a lágrima sentida
Pelo que a morte destrói

Nu o corpo ao nascer
À terra pra onde vai
Meu amor que ao nascer
Nós, nascemos prá vida.

Tu e eu meu amor
Nua a mão que segura
Tu e eu meu amor..."

(poema de Manuel da Fonseca)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Adriano na 1ª Festa do Jornal Avante

1ª Festa do Jornal Avante - 24, 25 e 26 de setembro de 1976 na antiga FIL

Fernando Tordo ficou “abismado”. “Atuar para uma multidão daquelas provocava uma sensação poderosa, deviam estar ali perto de 50 mil pessoas. Mas o sufoco dentro dos pavilhões era incomportável”

“Recordo-me muito do Adriano Correia de Oliveira, de estarmos ali sentados atrás das colunas à conversa, a beber uma cervejinha e a fumar um cigarro, com muito calor.

foto: Adriano Correia de Oliveira em 1976, na Festa do Avante



1978

Adriano Correia de Oliveira (ao microfone), Fausto (ao lado de Adriano) e um muito jovem Luís Represas, reunidos no mesmo palco, em 1978. Dois antes antes, Represas atuou com os Trovante. Foi a primeira grande atuação da banda autora do êxito Perdidamente. (Fotografia Arquivo PCP)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cantaremos

Cantaremos - LP gravado em 1970 seria o último da parceria Adriano Correia de Oliveira e Rui Pato​.

Chegava ao fim esta ligação em disco, de sete anos e 40 temas gravados, onde o primeiro tema, "Minha Mãe" seria o único no EP Fados de Coimbra de 1963. Em 1969 Rui Pato tinha deixado de tocar com Zeca Afonso quando foi impedido pela PIDE de ir a Londres para gravar o LP "Traz Outro Amigo Também".

Rui Pato começou a tocar com o Zeca em 1962 e deixa de o fazer em 1969 e com o Adriano em 1963 e termina em 1970. Sete anos tanto num caso como noutro. Diferente mas pouco, são os temas gravados a acompanhar (há os instrumentais); com o Zeca 46, com o Adriano 40.

Rui Pato

"Em 70, 71, 72 ainda acompanhei o Adriano, ainda fiz várias coisas com o António Portugal, com o Brojo. Depois disso, quando me formei em Medicina, em 1972, dediquei-me ao exercício da profissão e só muito raramente fazia música, o que voltou a acontecer com o Adriano numa Festa do Avante e, depois, a pedido do Zeca, no seu último concerto no Coliseu, onde eu o acompanhei em três temas dos seus mais antigos."

Adianto que para além da presença do Rui Pato no Coliseu (Janeiro de 1983), também esteve em Maio de 1983 no Jardim da Sereia - Coimbra na homenagem que a Câmara fez ao Zeca. Ambos os eventos deram origem a mais duas edições discográficas (duplo LP no Coliseu e um EP em Coimbra)

Adriano gravou mais quatro LPs e dois singles, já sem a presença de Rui Pato que, como o refere, dedica-se à profissão de médico na área da Pneumologia.

1971 – Gente de aqui e de agora

1975 – Que nunca mais

1978 - Notícias de Abril (single)

1980 – Cantigas Portuguesas

Na compilação "Memórias de Adriano" - 1983 - vinha a acompanhar um single inédito com os temas:

- Canção do Linho
- Tão Forte Sopra o Vento

"Cantaremos", o último disco onde Rui Pato participa, acompanhando Adriano Correia de Oliveira.


sábado, 30 de abril de 2016

Adriano em Angola

Diz Fausto:

«Em 1975, o MFA convida-me a mim, ao Zeca e ao Adriano para irmos a Angola. Fomos cantar e tocar em sessões prioritariamante dedicadas aos soldados portugueses que lá estavam, com os acordos de Alvor ainda frescos (Janeiro de 1975).

O espetáculo na cidadela de Luanda teve mais de vinte mil pessoas. Além de nós, actuaram o Rui Mingas, o Tonito, Lamartine (Carlos) e um conjunto angolano, Merengue. Viajávamos num avião da Força Aérea e fizemos espetáculos em Cabinda...»

(in Zeca Afonso - "Livra-te do Medo" de José A. Salvador)

... E foi em Cabinda que conheci Zeca Afonso, Adriano e Fausto. Tinha vindo da floresta do Maiombe, de Tando Zinze propriamente dito, onde tínhamos o aquartelamento, aquartelamento esse que foi entregue ao MPLA. Aguardava no B.Caç.11 (Gorilas do Maiombe) embarque para Luanda onde iria passar à disponibilidade quando fomos convidados para irmos ao Cinema Chiloango onde iriam cantar o Zeca, Fausto e Adriano.

O Cinema Chiloango estava apinhado de soldados. Eu sentei-me fardado na escadaria que dava acesso ao palco. Quem apresentou Zeca, Fausto e Adriano foi um antigo capitão meu que de mau capitão, pois roubava-nos o pré na recruta, passou a "revolucionário". "Trova do Vento que Passa", "Os Vampiros" e tantas outras canções que ouvia no meu gravador passaram por aquele palco.

Última canção... "Grândola, Vila Morena". Aqui o Zeca pediu para quem quisesse, subir ao palco para cantar com ele. Mal tinha acabado de dizer isto já eu estava com o meu braço enlaçado no dele. E foi assim que em janeiro de 1975, os conheci pessoalmente.

Foto cedida por José Francisco Santos Miguel:

Zeca Afonso, Fausto e Adriano na cidadela em Luanda. 25 de janeiro de 1975

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Canto e as Armas

"Em 1969, numa altura em que tanto Adriano como Rui Pato​ se encontram ao serviço das forças militares portuguesas, o cantor ilude os seus afazeres para se esgueirar até aos estúdios e volta a gravar poemas de Manuel Alegre no álbum O Canto e as Armas.

“Lembro-me que (...) estávamos ambos na tropa – eu era oficial de Cavalaria em Santarém, ele era da Polícia Militar”, recorda Rui Pato.

“Eu fui para o estúdio e ele aproveitou um dia que estava de ronda da Polícia Militar para ir gravar. Encontrámo-nos, ele entrou no estúdio de capacete e pistola, tirou a pistola, colocou-a em cima do piano e gravámos o disco O Canto e as Armas, curiosamente, é gravado com ele aramado”. E sem despir a farda de alferes."