sábado, 4 de novembro de 2017

Guimarães - 1970

Fotografia muito pouco conhecida, direi inédita, onde se pode ver José Niza, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira em palco.

Esta foto é de 1970, de um evento realizado em Guimarães.

Sobre este espetáculo diz José Niza:

«Voltámos a encontrar-nos em 1970 (ele, Zeca e Adriano): eu tinha vindo de férias a Portugal (Niza estava como médico militar em Angola) e o Adriano (...) "agarrou-me" para ir acompanhá-lo a ele, e ao Zeca, num espetáculo em Guimarães.»
Esta foto faz parte do tremendo acervo que o "MC - Mundo da Canção" de Avelino Tavares tem neste "site".

http://mundodacancao.pt/

terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Adriano trabalhou muito...

José Silva - cantor de intervenção

"O Adriano trabalhou muito e tinha uma força extraordinária, mas faltava-lhe a maturidade do Zeca Afonso. (...) O Adriano fazia uns bailes, onde tocava numa guitarra elétrica. Era muito novo. Ele vai para Coimbra com 17 anos, quando o Zeca já tinha 32 ou 31, mas o Adriano depois de conhecer o Zeca Afonso, não quer outra coisa, e é, a partir daí, que ele entrega-se à canção de intervenção.”


"... fui convidado para o mês que vem (leia-se Outubro 2013) para ir cantar à “Rás-Te-Parta”, que é uma outra República, onde, aí sim, esteve o Adriano Correia de Oliveira.”

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Prémio Pozal Domingues

Em 1969, Adriano Correia de Oliveira é distinguido com o Prémio Pozal Domingues (em alguns lados está Henriques), que à época constituía o maior galardão da chamada música ligeira nacional.

«Para mim, a distinção não foi individual. Considero que representa o reconhecimento de determinados processos de uma tentativa de renovação da música popular actual. Por isso chamei ao palco todos os que colaboraram quer nas músicas quer nas letras que nesse disco [«O Canto e as Armas»] interpreto. A minha intenção seria chamar, se pudesse, todos os que neste momento colaboram na renovação da música portuguesa. O prémio é, para mim, dedicado a todos eles».

Adriano não teria que chamar muitos ao palco. Os poemas são de Manuel Alegre e a viola que o acompanha é a de Rui Pato.

Voz de Rui Mendes na faixa 1 (E De Súbito Um Sino).

O técnico de som foi o Moreno Pinto. A gravação nos Estúdios Polyson (Lisboa) em julho de 1969

A fotografia da capa é de J. F. Bugalho.


Amália Rodrigues também recebe este prémio em 1969, com o disco "Vou Dar de Beber à Dor". Na foto podemos ver Adriano Correia de Oliveira a dirigir-se para a Amália já com a estatueta na mão.



sexta-feira, 7 de abril de 2017

Adriano e Rui Pato - discografia

Como pode haver dúvidas, e há, quanto aos discos do Adriano que teve Rui Pato​ como viola, (começou a acompanhar Adriano em 1963, no EP Fados de Coimbra - Atep 6077 somente no tema "Minha Mãe" de José Afonso, e acabou essa participação em 1970 no álbum "Cantaremos"), aqui fica, para que não haja mais dúvidas, toda a parceria entre Rui e Adriano.

1963 - Fados de Coimbra (EP, 1963) [Minha Mãe*/Prece/Senhora, Partem Tão Tristes/Desengano] Atep 6077

1 - Minha Mãe - * viola Rui Pato (só neste tema) -https://youtu.be/wA3rJU_Z2Xs
- Prece
- Senhora, Partem Tão Tristes
- Desengano

1963 - Trova do vento que Passa (EP, 1963) [Trova do Vento que Passa/Pensamento/Capa Negra, Rosa Negra/Trova do Amor Lusíada] Atep 6097

2- Trova do Vento que Passa
3- Pensamento
4- Capa Negra, Rosa Negra
5- Trova do Amor Lusíada
https://youtu.be/FYtFMQXxUJQ

1966 - Elegia (EP, 1966) [Elegia/Barcas Novas/Pátria/Pescador do Rio Triste] Atep 6175

6- Elegia (música Rui Pato)
7- Barcas Novas
8- Pátria
9- Pescador do Rio Triste
https://youtu.be/DjbqIY9awpg

1967 - Adriano Correia de Oliveira (EP, 1967) [Para que Quero Eu Olhos/Canção da Terceira/Sou Barco/Exílio] Atep 6197

10- Para que Quero Eu Olhos
11- Canção da Terceira
12- Sou Barco
13- Exílio
https://youtu.be/jeDIAHt6FQk

1967 - Rosa de Sangue (EP, Orfeu, 1967) [Rosa de Sangue/Margem Sul/Rosa Dos Ventos Perdida/Pedro Soldado] Atep 6237

14- Rosa de Sangue
15- Margem Sul
16- Rosa dos Ventos Perdida
17- Pedro Soldado
https://youtu.be/49_N9ETP05M

1969 – O Canto e as Armas (LP, Orfeu, STAT 003)

18- E De Súbito Um Sino
19- Raiz
20- E A Carne Se Fez Verbo
21- E O Bosque Se Fez Barco
22- Peregrinação
23- A Batalha De Alcácer-Quibir
24- Regresso
25- Canção Da Fronteira
26- Por Aquele Caminho
27- Canto Da Nossa Tristeza
28- Trova Do Vento Que Passa - N.º 2
29- As Mãos
30- Post-scriptum
https://youtu.be/tmqeJHEUdJo

1970 – Cantaremos (LP, Orfeu, STAT 007)

31- Cantar De Emigração
32- Saudade Pedra E Espada
33- Fala Do Homem Nascido
34- O Sol Préguntou À Lua
35- Canção Para O Meu Amor Não Se Perder No Mercado Da Concorrência
36- Lágrima De Preta
37- Canção Com Lágrimas - https://youtu.be/UjwQ7yiggeo
38- Cantar Para Um Pastor
39- Como Hei-de Amar Serenamente
40- Sapateia
41- A Noite Dos Poetas
https://youtu.be/KWt_vO8q43U

Concluindo: 41 temas em 7 anos

Obs: Em 1968, Adriano gravou dois EP's:

- Adriano Correia de Oliveira (EP, 1968) [Lira/Canção da Beira Baixa/Charamba/Para que Quero Eu Olhos] Atep 6274

- Menina dos Olhos Tristes (EP, 1968) [Menina dos Olhos Tristes/Erguem-se Muros/Canção com Lágrimas/Canção do Soldado] Atep 6275

Estes dois EP's não tiveram o acompanhamento de Rui Pato. O viola foi o próprio Adriano Correia de Oliveira.

Outra situação que ocorre clarificar, no tema "Elegia" a música é da autoria do Rui como podemos ver na contracapa do EP.

Naturalmente, nos discos que o Rui gravou com o Adriano e com o Zeca, os arranjos são do Rui Pato.

Há de uma vez por todas, dar visibilidade a quem merece e, esse alguém, é sem dúvida o Rui. E só queria acrescentar que a maioria dos discos que a PIDE proibiu de circular no país, tinham o Rui como viola.

Os endereços do youtube que estão nesta listagem, são dos vídeos que fiz dos temas respetivos.

Discografia completa

http://adrianocoliveira.blogspot.pt/

quarta-feira, 22 de março de 2017

Fotos diversas

Com o poeta Ferreira Guedes e Matilde (mulher de Adriano) - 1969



Comício do PCP em Torres Vedras - 19 de abril de 1975 - Campo do Torreense



Comício PCP em Ílhavo - 1975


Com Mário Castrim


Adriano e Manuel da Fonseca - 1975

Adriano gravou os seguintes poemas de Manuel da Fonseca: As balas, Cantiga de Montemaior, Dona abastança, No vale escuro, O senhor gerente, Prá frente, Recado a Helena, Tejo que levas as águas, Tu e eu meu amor.


Zeca, Fausto e Adriano em Aveiras de Cima - 1977


fonte: http://aveirasdecima-fotomemoria.yolasite.com/cultura-e-desporto.php

terça-feira, 21 de março de 2017

Quarta, 1 de Maio de 1974

Adriano com José Mário Branco e Álvaro Guerra em casa do Adriano, após a chegada JMB do exílio no dia 30 de abril.