quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Adriano na 1ª Festa do Jornal Avante

1ª Festa do Jornal Avante - 24, 25 e 26 de setembro de 1976 na antiga FIL

Fernando Tordo ficou “abismado”. “Atuar para uma multidão daquelas provocava uma sensação poderosa, deviam estar ali perto de 50 mil pessoas. Mas o sufoco dentro dos pavilhões era incomportável”

“Recordo-me muito do Adriano Correia de Oliveira, de estarmos ali sentados atrás das colunas à conversa, a beber uma cervejinha e a fumar um cigarro, com muito calor.

foto: Adriano Correia de Oliveira em 1976, na Festa do Avante



1978

Adriano Correia de Oliveira (ao microfone), Fausto (ao lado de Adriano) e um muito jovem Luís Represas, reunidos no mesmo palco, em 1978. Dois antes antes, Represas atuou com os Trovante. Foi a primeira grande atuação da banda autora do êxito Perdidamente. (Fotografia Arquivo PCP)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cantaremos

Cantaremos - LP gravado em 1970 seria o último da parceria Adriano Correia de Oliveira e Rui Pato​.

Chegava ao fim esta ligação em disco, de sete anos e 41 temas gravados, onde o primeiro tema, "Minha Mãe" seria o único no EP Fados de Coimbra de 1963. Em 1969 Rui Pato tinha deixado de tocar com Zeca Afonso quando foi impedido pela PIDE de ir a Londres para gravar o LP "Traz Outro Amigo Também".

Rui Pato começou a tocar com o Zeca em 1962 e deixa de o fazer em 1969 e com o Adriano em 1963 e termina em 1970. Sete anos tanto num caso como noutro. Diferente mas pouco, são os temas gravados a acompanhar (há os instrumentais); com o Zeca 46, com o Adriano 41.

Rui Pato

"Em 70, 71, 72 ainda acompanhei o Adriano, ainda fiz várias coisas com o António Portugal, com o Brojo. Depois disso, quando me formei em Medicina, em 1972, dediquei-me ao exercício da profissão e só muito raramente fazia música, o que voltou a acontecer com o Adriano numa Festa do Avante e, depois, a pedido do Zeca, no seu último concerto no Coliseu, onde eu o acompanhei em três temas dos seus mais antigos."

Adianto que para além da presença do Rui Pato no Coliseu (Janeiro de 1983), também esteve em Maio de 1983 no Jardim da Sereia - Coimbra na homenagem que a Câmara fez ao Zeca. Ambos os eventos deram origem a mais duas edições discográficas (duplo LP no Coliseu e um EP em Coimbra)

Adriano gravou mais quatro LPs e dois singles, já sem a presença de Rui Pato que, como o refere, dedica-se à profissão de médico na área da Pneumologia.

1971 – Gente de aqui e de agora

1975 – Que nunca mais

1978 - Notícias de Abril (single)

1980 – Cantigas Portuguesas

Na compilação "Memórias de Adriano" - 1983 - vinha a acompanhar um single inédito com os temas:

- Canção do Linho
- Tão Forte Sopra o Vento

"Cantaremos", o último disco onde Rui Pato participa, acompanhando Adriano Correia de Oliveira.


sábado, 30 de abril de 2016

Adriano em Angola

Diz Fausto:

«Em 1975, o MFA convida-me a mim, ao Zeca e ao Adriano para irmos a Angola. Fomos cantar e tocar em sessões prioritariamante dedicadas aos soldados portugueses que lá estavam, com os acordos de Alvor ainda frescos (Janeiro de 1975).

O espetáculo na cidadela de Luanda teve mais de vinte mil pessoas. Além de nós, actuaram o Rui Mingas, o Tonito, Lamartine (Carlos) e um conjunto angolano, Merengue. Viajávamos num avião da Força Aérea e fizemos espetáculos em Cabinda...»

(in Zeca Afonso - "Livra-te do Medo" de José A. Salvador)

... E foi em Cabinda que conheci Zeca Afonso, Adriano e Fausto. Tinha vindo da floresta do Maiombe, de Tando Zinze propriamente dito, onde tínhamos o aquartelamento, aquartelamento esse que foi entregue ao MPLA. Aguardava no B.Caç.11 (Gorilas do Maiombe) embarque para Luanda onde iria passar à disponibilidade quando fomos convidados para irmos ao Cinema Chiloango onde iriam cantar o Zeca, Fausto e Adriano.

O Cinema Chiloango estava apinhado de soldados. Eu sentei-me fardado na escadaria que dava acesso ao palco. Quem apresentou Zeca, Fausto e Adriano foi um antigo capitão meu que de mau capitão, pois roubava-nos o pré na recruta, passou a "revolucionário". "Trova do Vento que Passa", "Os Vampiros" e tantas outras canções que ouvia no meu gravador passaram por aquele palco.

Última canção... "Grândola, Vila Morena". Aqui o Zeca pediu para quem quisesse, subir ao palco para cantar com ele. Mal tinha acabado de dizer isto já eu estava com o meu braço enlaçado no dele. E foi assim que em janeiro de 1975, os conheci pessoalmente.

Foto cedida por José Francisco Santos Miguel:

Zeca Afonso, Fausto e Adriano na cidadela em Luanda. 25 de janeiro de 1975

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Canto e as Armas

"Em 1969, numa altura em que tanto Adriano como Rui Pato​ se encontram ao serviço das forças militares portuguesas, o cantor ilude os seus afazeres para se esgueirar até aos estúdios e volta a gravar poemas de Manuel Alegre no álbum O Canto e as Armas.

“Lembro-me que (...) estávamos ambos na tropa – eu era oficial de Cavalaria em Santarém, ele era da Polícia Militar”, recorda Rui Pato.

“Eu fui para o estúdio e ele aproveitou um dia que estava de ronda da Polícia Militar para ir gravar. Encontrámo-nos, ele entrou no estúdio de capacete e pistola, tirou a pistola, colocou-a em cima do piano e gravámos o disco O Canto e as Armas, curiosamente, é gravado com ele aramado”. E sem despir a farda de alferes."


sexta-feira, 15 de abril de 2016

"Trova do Vento Que Passa"

Conta-se que numa noite, em plena Praça da República em Coimbra, Manuel Alegre, acompanhado por Adriano Correia de Oliveira, exprimia a sua revolta:

«Mesmo na noite mais triste/ Em tempo de servidão/ Há sempre alguém que resiste/ Há sempre alguém que diz não».

E Adriano Correia de Oliveira disse «mesmo que não fiquem mais versos, esses versos vão durar para sempre.E depois o poema surgiu naturalmente». Tinha nascido a Trova do vento que passa.

«Tentou encaixar-se aquelas trovas no fado tradicional mas não dava. E, de repente, o António Portugal saiu-se com aquela música. Percebemos que estávamos perante uma coisa única»

Três dias depois vieram para Lisboa, com Rui Pato, para uma festa de recepção aos alunos na Faculdade de Medicina. Manuel Alegre fez um discurso emocionado, depois Adriano Correia de Oliveira cantou e quando acabou de cantar:

«foi um delírio, teve de repetir três ou quatro vezes, depois cantou o Zeca, depois cantaram os dois. Saímos todos para a rua a cantar. A Trova do vento que passa passou a ser um hino».

in Eduardo M. Raposo - Cantores de Abril


Estreia da "Trova do Vento Que Passa" em 1964 na cantina do Hospital Stª Maria.

Com Rui Melo Pato, Adriano Correia de Oliveira, António Portugal e Zeca Afonso (1ª foto) e Manuel Alegre (2ª foto)





Manuscrito:


sábado, 9 de abril de 2016

Tributo a Adriano - Damaia - o vídeo

Os bons momentos são para serem recordados. Esses momentos fazem parte da nossa existência ano após ano. Eles determinam as vezes que, sozinhos, nos lembrámos dessa altura especial que nos faz sorrir e sentirmos bem com nós próprios.

Conheci o Adriano em Cabinda em janeiro de 1975, estava eu na tropa. O cinema Chiloango foi pequeno demais para tantos que, como eu, gostavam de o ouvir. Mas o Adriano não estava só. A seu lado, Zeca Afonso e Fausto. E cantou-se ali a Trova do Vento que Passa, o Grândola (e o meu braço no do Zeca) e tantas outras canções que se ouvia no escuro da noite da floresta virgem.

2016 na Damaia o recordar dos temas do Adriano. Amigos prestaram-lhe a Homenagem merecida e a Teresa Guimaraes Rodrigues​ gravou. Não tudo, mas o que lhe foi possível gravar.

Obrigado Teresa! Obrigado a todos os que lá estiveram, Obrigado a todos que lá cantaram e tocaram e Obrigado Rui Pato​.

Voltei aos tempos que também menino e moço, de farda vestida, ouvia o dedilhar de uma viola nos confins do Maiombe, a sua viola.

(antes da gravação ocorrido na Damaia, fiz uma pequena introdução com um poema do Ary dos Santos e declamado pelo Luís Gaspar. Ary também prestaria o seu Tributo caso fosse vivo)




Tributo a Adriano - Damaia - 8 de abril 2016

No Cineteatro D. João V na Damaia, fez-se o justo Tributo a Adriano Correia de Oliveira. Vários artistas quiseram homenagear este grande cantor e foi com emoção que tivemos quase duas horas de puro prazer, onde as canções do Adriano foram recordadas assim como algumas do próprio repertório do artista.

Por ausência do Cândido Mota foi Carlos Carranca a fazer a introdução ao espetáculo. Um espetáculo digno, um espetáculo com alma, um espetáculo com saudade. Saudade do Zeca, Saudade do Adriano, mas com olhos colocados no futuro e para dizer às novas gerações que a Luta não acabou com a morte física deles. A luta continua pois a voz, o canto, a mensagem deixadas pelo Zeca e pelo Adriano estará sempre presente na Trova do Vento que Passa e no Grândola, Vila Morena.

É só perguntar ao vento que passa notícias do nosso país e ele responderá sempre que com o nosso querer, com a nossa vontade, será sempre a terra da Fraternidade!




segunda-feira, 4 de abril de 2016

Adriano - Foto de Família

Adriano e a sua companheira Matilde com a filha Isabel ao colo. Reunião das famílias aveirenses Lemos e Sacchetti.


(foto de Manuela Sacchetti)



Colaboração de Rui Pato

quarta-feira, 23 de março de 2016

Adriano Correia de Oliveira - Canção de Fornos

«Os estudantes, hoje, quando cantam não podem falar de choupos nem de tricanas, porque esses temas já não correspondem à sua realidade, há muito que morreram nas ruas e na alma dos estudantes. (...) Continuam os estudantes a falar do amor, e da alegria, da tristeza e da esperança, mas a maneira como cantam corresponde a uma nova maneira de ser, a um novo processo de estar perante a vida e de lutar e de ser jovem.

Adriano Correia d'Oliveira, canta! Escutai: é Coimbra que canta, a Coimbra do nosso tempo, trazendo-nos pela voz do seu cantor o seu recado de esperança."


Manuel Alegre (na contracapa deste 3º EP de Adriano)


Discografia Completa



Singles e EP's

1961 - Noite de Coimbra (EP, Orfeu, 1961) [Fado da Mentira/Balada dos Sinos/Canta Coração/Chula] Atep 6025

- Fado da Mentira
- Balada dos Sinos
- Canta Coração
- Chula - (instrumental António Portugal]

https://youtu.be/LQnIdQ2ROZc

1962 - Balada do Estudante (EP, 1962) [Fado da Promessa/Fado dos Olhos Claros/Contemplação/Balada do Estudante] Atep 6033

- Fado da Promessa
- Fado dos Olhos Claros
- Contemplação
- Balada do Estudante

https://youtu.be/DH4I4cG3t9o

1962 - Canção de Fornos (EP, 1962) [Canção de Fornos/Balada da Esperança/Trova do Amor Lusíada/Fado do Fim do Ano] Atep 6035

- Canção de Fornos
- Balada da Esperança
- Trova do Amor Lusíada
- Fado do Fim do Ano

https://youtu.be/fzRK_01iWPs

1963 - Fados de Coimbra (EP, 1963) [Minha Mãe*/Prece/Senhora, Partem Tão Tristes/Desengano] Atep 6077

- Minha Mãe - * viola Rui Pato (só neste tema) - https://youtu.be/wA3rJU_Z2Xs
- Prece
- Senhora, Partem Tão Tristes
- Desengano

1963 - Trova do vento que Passa (EP, 1963) [Trova do Vento que Passa/Pensamento/Capa Negra, Rosa Negra/Trova do Amor Lusíada] Atep 6097

- Trova do Vento que Passa
- Pensamento
- Capa Negra, Rosa Negra
- Trova do Amor Lusíada

https://youtu.be/FYtFMQXxUJQ

1966 - Elegia (EP, 1966) [Elegia/Barcas Novas/Pátria/Pescador do Rio Triste] Atep 6175

- Elegia
- Barcas Novas
- Pátria
- Pescador do Rio Triste

https://youtu.be/DjbqIY9awpg

1967 - Adriano Correia de Oliveira (EP, 1967) [Para que Quero Eu Olhos/Canção da Terceira/Sou Barco/Exílio] Atep 6197

- Para que Quero Eu Olhos
- Canção da Terceira
- Sou Barco
- Exílio

https://youtu.be/jeDIAHt6FQk

1967 - Rosa de Sangue (EP, Orfeu, 1967) [Rosa de Sangue/Margem Sul/Rosa Dos Ventos Perdida/Pedro Soldado] Atep 6237

- Rosa de Sangue
- Margem Sul
- Rosa dos Ventos Perdida
- Pedro Soldado

https://youtu.be/49_N9ETP05M

1968 - Adriano Correia de Oliveira (EP, 1968) [Lira/Canção da Beira Baixa/Charamba/Para que Quero Eu Olhos] Atep 6274

- Lira
- Canção da Beira Baixa
- Charamba
- Para que Quero Eu Olhos

https://youtu.be/c8d98_l9YH4

1968 - Menina dos Olhos Tristes (EP, 1968) [Menina dos Olhos Tristes/Erguem-se Muros/Canção com Lágrimas/Canção do Soldado] Atep 6275

- Menina dos Olhos Tristes
- Erguem-se Muros
- Canção com Lágrimas
- Canção do Soldado

https://youtu.be/i0knNA_2ZWk

1969 – O Canto e as Armas (LP, Orfeu, STAT 003)

- E De Súbito Um Sino
- Raiz
- E A Carne Se Fez Verbo
- E O Bosque Se Fez Barco
- Peregrinação
- A Batalha De Alcácer-Quibir
- Regresso
- Canção Da Fronteira
- Por Aquele Caminho
- Canto Da Nossa Tristeza
- Trova Do Vento Que Passa - N.º 2
- As Mãos
- Post-scriptum

https://youtu.be/tmqeJHEUdJo

1970 – Cantaremos (LP, Orfeu, STAT 007)

- Cantar De Emigração
- Saudade Pedra E Espada
- Fala Do Homem Nascido
- O Sol Préguntou À Lua
- Canção Para O Meu Amor Não Se Perder No Mercado Da Concorrência
- Lágrima De Preta
- Canção Com Lágrimas - https://youtu.be/UjwQ7yiggeo
- Cantar Para Um Pastor
- Como Hei-de Amar Serenamente
- Sapateia
- A Noite Dos Poetas

https://youtu.be/KWt_vO8q43U

1971 – Gente de aqui e de agora - (LP STAT 010) Orquestra : Direcção de José Calvário
Arranjos: José Calvário,José Niza,Rui Ressurreição,Thilo Krasman

- Emigração
- E Alegre Se Fez Triste
- O Senhor Morgado
- Cana Verde
- A Vila De Alvito
- Canção Tão Simples
- Cantiga De Amigo
- Para Rosália
- Roseira Brava
- História Do Quadrilheiro Manuel Domingos Louzeiro

1975 – Que nunca mais (LP, Orfeu, STAT 033) - Fausto

A1 Tejo Que Levas As Águas
A2 O Senhor Gerente
A3 As Balas
A4 No Vale Escuro
A5 Tu E Eu Meu Amor
B1 Recado A Helena
B2 Dona Abastança
B3 Cantiga De Montemaior
B4 P'ra Frente

1978 - Notícias de Abril (Single, Orfeu, 1978) [Se Vossa Excelência.../Em Trás-os-Montes à Tarde] KSAT 633

- Se Vossa Excelência ...
- Em Trás-os-Montes à Tarde

1980 – Cantigas Portuguesas (LP, Orfeu, STAT 067)

A1 Vira Velho
A2 Lira
A3 Deus Te Salve Rosa
A4 Canto Dos Ceifeiros
A5 Quando Eu Chegar Ao Barreiro
B1 Rosinha
B2 Charamba
B3 Canção Da Beira Baixa
B4 Canto Dos Malhadores
B5 Modinha Do Chapéu

Compilações - LP

1967 - Adriano Correia de Oliveira - LP, Orfeu, XYZ 104) (ATEP 6237/6197/6175)

A1 Rosa De Sangue
A2 Margem Sul
A3 Rosa Dos Ventos Perdida
A4 Pedro Soldado
A5 Para Que Quero Eu Olhos
A6 Canção Terceira
B1 Sou Barco
B2 Exílio
B3 Elegia
B4 Barcas Novas
B5 Pátria
B6 Pescador Do Rio Triste

1973 - FADOS DE COIMBRA - LP, ORFEU - SBIAT 5021 (Atep 6025/6033/6035)

Face A
- Fado da Mentira (A. Menano) -
- Balada dos Sinos E. Melo/Adriano C. Oliveira)
- Fado da Promessa (Manuel Alegre/Luiz Goes)
- Fado Olhos Claros (M. Fonseca/Bettencourt)
- Canção de Fornos (popular)
- Balada da Esperança (José Afonso/arranjo P. Alau)

Face B
- Canta Coração (E. Melo/C. Oliveira)
- Chula (popular) - Contemplação (Leitão Nobre)
- Balada do Estudante (popular)
- Trova do Amor Lusíada (Adriano Correia de Oliveira/Manuel Alegre/António Portugal)
- Fado do Fim do Ano (Machado Soares/António Portugal)

Capa de Fernando Aroso.

Memórias de Adriano - 2LP, Orfeu/Rádio Triunfo, 1983; CD, Movieplay, 1992

A1. Trova do Vento Que Passa (Manuel Alegre / António Portugal)
A2. Capa Negra, Rosa Negra (Manuel Alegre / Adriano Correia de Oliveira e António Portugal)
A3. Trova do Amor Lusíada (Manuel Alegre / Adriano Correia de Oliveira e António Portugal)
A4. Barcas Novas (Fiama Hasse Pais Brandão / Adriano Correia de Oliveira e Rui Pato)
A5. Pátria (António Ferreira Guedes / Adriano Correia de Oliveira e António Portugal)
A6. Para Que Quero Eu Olhos (Popular)
B1. Sou Barco (António Borges Coelho / Luís Cília)
B2. Margem Sul (Canção Patuleia) (Urbano Tavares Rodrigues / Adriano Correia de Oliveira)
B3. Pedro Soldado (Manuel Alegre / Adriano Correia de Oliveira)
B4. Lira (Popular – Açores)
B5. Menina dos Olhos Tristes (Reinaldo Ferreira / José Afonso)
B6. Erguem-se Muros (António Ferreira Guedes / Adriano Correia de Oliveira)

C1. Canção com Lágrimas (Manuel Alegre / Adriano Correia de Oliveira)
C2. Canção do Soldado (No Cerco do Porto) (Urbano Tavares Rodrigues / Adriano Correia de Oliveira)
C3. Cantar de Emigração (Rosalía de Castro / José Niza)
C4. O Sol Préguntou à Lua (Popular – Açores; arr. Carlos Alberto Moniz)
C5. Sapateia (Popular – Açores; arr. Carlos Alberto Moniz)
D1. Tejo Que Levas as Águas (Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira)
D2. As Balas (Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira)
D3. No Vale Escuro (Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira)
D4. Recado a Helena (Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira)
D5. Cantiga de Montemaior (Manuel da Fonseca / Adriano Correia de Oliveira)

Junto vinha um single com dois temas

- Canção do Linho
- Tão Forte Sopra o Vento

Trova do Vento que Passa LP, ORFEU - ST 118

Face Um

- Menina dos Olhos Tristes (Reinaldo Ferreira/José Afonso)
- Lira (canção popular açoreana)
- Pensamento (Adriano Correia de Oliveira/Manuel Alegre/António Portugal)
- Erguem-se Muros (António Ferreira Guedes/Adriano Correia de Oliveira)
- Canção da Beira-Baixa (popular)
- Trova do Amor Lusíada (Adriano Correia de Oliveira/Manuel Alegre/António Portugal)

Face Dois

- Canção Com Lágrimas (Adriano Correia de Oliveira/Manuel Alegre)
- Charamba (canção popular açoreana)
- Trova do Vento que Passa (António Portugal/Manuel Alegre)
- Canção do Soldado (No Cerco do Porto) (Urbano Tavares Rodrigues/Adriano Correia de Oliveira)
- Para Que Quero Eu Olhos (popular)
- Capa Negra, Rosa Negra (Adriano Correia de Oliveira/Manuel Alegre/António Portugal)

1973 - Adriano Correia De Oliveira LP, Orfeu – SB 1013

A1 Menina Dos Olhos Tristes
A2 Lira
A3 Pensamento
A4 Erguem-se Os Muros
A5 Canção Da Beira-Baixa
A6 Trova Do Amor Lusiada
B1 Canção Com Lagrimas
B2 Charamba
B3 Trova Do Vento Que Passa
B4 Canção Do Soldado
B5 Para Que Quero Eu Olhos
B6 Capa Negra, Rosa Negra

Compilação EP's

1971 - Trova do Vento Que Passa nº2 (EP, Orfeu, 1971) [Trova do Vento que Passa nº2/E a Carne se Fez Verbo/Canção da Fronteira/Canto da Nossa Tristeza] Atep 6374

Do LP STAT 007

1971 - Cantar de Emigração (EP, Orfeu, 1971) [Cantar de Emigração/Fala do Homem Nascido/Como Hei-de Amar Serenamente] Atep 6400

1972 - Lágrima de Preta (EP, Orfeu, 1972) [Lágrima de Preta/Canção com Lágrimas/Canção para o Meu Amor Não se Perder no Mercado da Concorrência/O Sol Préguntou à Lua] Atep 6434

Dos LP STAT 003/STAT 007

1972 - Batalha de Alcácer-Quibir (EP, Orfeu, 1972) [Batalha de Alcácer-Quibir/A Noite dos Poetas/Sapateia/Cantar para Um Pastor] Atep 6457

Do LP STAT 010

1973 - O Senhor Morgado (EP, Orfeu, 1973) [O Senhor Morgado/Emigração/E Alegre Se Fez Triste/Cana Verde] Atep 6542

1974 - A Vila de Alvito (EP, Orfeu, 1974) Atep 6588

1976 - Para Rosália (EP, Orfeu, 1976) Atep 6604

quarta-feira, 16 de março de 2016

Carta a "um filho de um deus maior"

Canto Livre por Adriano - Homenagem a Adriano Correia de Oliveira - Casa do Povo da Longra - 2007


Colaboração de Paulo Esperança

terça-feira, 15 de março de 2016

Adriano e o Voleibol

Adriano Correia de Oliveira jogou voleibol na Académica de Coimbra (inscrevendo-se na Federação Portuguesa de Voleibol com o número de licença 5205) e, segundo o que disse José A. Salvador a Zeca, Adriano terá jogado voleibol pelo Avintes.

JAS - Eu conheci o Adriano, sabes como? A jogar voleibol. Eu jogava no Espinho e ele no Avintes.

in "Zeca Afonso Livra-te do Medo"

O ano da foto com as faixas de Campeão Regional da 2ª divisão (?) está incorreta. Em 1950 Adriano tinha 8 anos (nasceu em 1942).

sexta-feira, 11 de março de 2016

Adriano em Coimbra

"Adriano chegou a Coimbra em Outubro de 1959, para frequentar o curso de Direito, com apenas 17 anos.

"A primeira aspiração de Adriano no campo cultural foi tocar viola eléctrica no conjunto ligeiro da Tuna Académica, lugar para o qual tinha já alguma experiência. No entanto, esse lugar já estava ocupado por José Niza, acabando Adriano por procurar um novo caminho para a música."

"Adriano desde cedo se integrou em vários organismos culturais e desportivos da Associação Académica de Coimbra, deixando o curso de para actividade secundária. Tornou-se assim elemento do Orfeão Académico de Coimbra (onde ocupava o lugar de primeiro tenor), fazendo também parte do grupo universitário de danças regionais (GUDR) onde é o sócio n.º 261.
Em 1964, no CITAC (Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra), foi actor e colaborador. (1 e 2)

É um dos subscritores do panfleto «Protesto», de maio de 1961, em defesa da Direcção da Associação Académica de Coimbra (AAC), alvo de ataques pela direita académica a propósito da publicação da «Carta a uma Jovem Portuguesa», de Artur Marinha de Campos na Via Latina, semanário da Associação Académica de Coimbra. (2)

O texto torna-se um manifesto contra o moralismo serôdio do salazarismo.

(1) - Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"

(2) - Eduardo M. Raposo - "Cantores de Abril"



Clicar - Carta A Uma Jovem Portuguesa


quarta-feira, 9 de março de 2016

Balada do Estudante

"A iniciação no fado aconteceu com Eduardo Melo. Adriano começou a assistir aos ensaios do Grupo Eduardo Melo, do qual faziam parte o irmão Ernesto Melo, Durval Moreirinhas e Eduardo.

Adriano tinha uma voz suave e triste, mas apesar de tudo potente."

"Adriano acompanhava este grupo durante as serenatas de rua. Nas noites mais frias em Coimbra, para manter as mãos quentes, a solução era, para os instrumentistas, pôr umas pedras ao lume, aquecê-las bem e depois envolvê-las em jornais. Colocadas nos bolsos, permitiam manter as mãos quentes, facilitando o dedilhar. Mas era necessário que alguém levasse os instrumentos... Adriano era uma espécie de aguadeiro: era o indivíduo que levava a viola de Durval Moreirinhas para que este pudesse manter as mãos quentes.

Até que um dia houve uma serenata em que o cantor, por um motivo qualquer, faltou. Como alternativa, Adriano teve que cantar porque conhecia todas as letras. Todo o grupo ficou surpreendido porque, se a voz não resultava no interior, ao ar livre era excelente e muito semelhante à de Zeca Afonso.

Este acontecimento foi uma conquista para Adriano, pois assim viu a sua oportunidade de integrar o grupo."

Manuel Reis - "ADRIANO Presente!"

2º EP de Adriano


domingo, 6 de março de 2016

O Senhor Gerente

Para falar ao gerente
Em nome de todos nós
Se algum de nós o procura
Assoma logo pela frente
Um homem de cara dura
A dizer em alta voz:
" Não está o senhor gerente "
" Não está o senhor gerente "

Nunca está presente
Anda sempre ausente
Bem longe da gente
O senhor gerente.

Todos os dias à gente
Repetem que ele saiu
E só amanhã virá.
Assim nenhum de nós viu

Jamais o senhor gerente
Mas as ordens que ele dá
Essas sente-as a gente
Essas sente-as a gente.

Mesmo quando ausente
Está sempre presente
A mandar na gente
O senhor gerente.
...................................
(imagem retirada do site, Fados de Coimbra)


Colaboração de Ana Grácio

“O TROVADOR SEM MEDO”

Adriano Correia de Oliveira, símbolo de esperança e de força, é recordado na Antena 1.

Um trabalho de António Antunes com locução de Elsa Ferreira, participação de Jaime Fernandes, João Paulo Guerra e Viriato Teles, e depoimentos de Manuel Alegre e Vitorino.

(Créditos da foto: Inácio Ludgero/cedida por Viriato Teles)


Colaboração de Anália Gomes

quinta-feira, 3 de março de 2016

Figueira da Foz - Maio de 1961

Adriano com elementos do GUDR - Grupo Universitário de Danças Regionais, Figueira da Foz, Maio de 1961

Fotos do arquivo pessoal de Álvaro Araújo Rocha Vasconcelos

terça-feira, 1 de março de 2016

"Canção Com Lágrimas"


Canção com Lágrimas e Sol (publicada na primeira coletânea do poeta, Praça da Canção, 1965) é escrito em memória do alferes miliciano Manuel Ortigão, seu companheiro de armas durante a guerra colonial em Angola. morto aos 24 anos na explosão de uma mina.

Adriano Correia de Oliveira fará a música e interpreta (sob o título Canção com Lágrimas) devido a uma perda similar de seu amigo José Manuel Pais, que viria a morrer também em Angola.

Com um arranjo e interpretação magistral de Rui Pato​ à viola, a voz de Adriano eleva-se emotiva reportando-nos à dor sentida, pela perda dos amigos numa guerra sem sentido.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Homenagem a Rui Pato


Durante sete anos, sete discos num total de 41 temas, Rui Pato acompanhou à viola Adriano Correia de Oliveira.

São esses 41 temas que podemos ouvir neste vídeo.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Vieira da Silva - Em jeito de bilhete postal

Em 14 de Abril de 1997 foi realizado em Coimbra, no Teatro Académico Gil Vicente, um espectáculo de homenagem a ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA e foi publicado este livro com textos de vários Amigos do Adriano.

Colaborei com este breve texto:

Em jeito de bilhete-postal ...

E, no entanto, apesar de abril, é urgente ouvir a tua voz. Para lá da inevitável distância que, por momentos, nos separa. Com a tua teimosia de gritar a liberdade sem fronteiras. Contra o saudosismo inerte dos que se rendem ao sossego das homenagens sem futuro. Na recusa permanente dos limites inventados por aqueles que desistem de lutar por madrugadas impossíveis.

Porque só contigo saberemos rasgar este mar de pequenas angústias que se vão somando inexoravelmente junto ao cais vazio deste país. Para que de novo nos ergamos na certeza de cantarmos as mesmas canções de raiva e de alegria pelos caminhos de todos os dias. Na certeza reencontrada de que todos juntos iremos desenhar o espaço aberto que sempre sonhámos sem muralhas.

Ainda que te pareça que talvez seja demasiado tarde para reacender a chama adormecida na memória de todos os que inquietaste, viemos aqui dizer-te que são horas de recomeçar a viagem. Não se trata de romagem de saudade ou de pretexto para revivalismos sem sentido. Estamos aqui. Unidos pelas canções e pelos gestos de coragem que generosamente nos deixaste em cada momento.

Não nos faças esperar.

E, sobretudo, não te desculpes com a morte.

Vieira da Silva
1997

As Balas

Manuel da Fonseca

"Escrevo porque sou do contra"

Ao vivo na RTP, Adriano Correia de Oliveira.



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Gravações inéditas

Adriano a cantar "Trova do Vento que Passa" na Sé Velha em Coimbra e em roda de amigos com Manuel Alegre presente.

Testemunhos vários com José Niza, Rui Pato​, os filhos Isabel e José Oliveira, Arnaldo Trindade, Manuel Alegre...

in sicnoticias2007





sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Noite de Coimbra

O primeiro EP de Adriano Correia de Oliveira saiu em 1961 (Fado da Mentira/Balada dos Sinos/Canta Coração e o instrumental Chula).

Capa de António Portugal, António Portugal e Eduardo de Melo à guitarra e Durval Moreirinha e Jorge Moutinho à viola.


Adriano Correia de Oliveira

Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira nasceu na cidade do Porto, nº 370 da Rua Formosa, a 9 de Abril de 1942, Filho de Joaquim Gomes de Oliveira (conhecido por Joaquim Trafegueiro) e de Laura Correia.

Com escassos meses de vida passou da margem direita para a margem esquerda do rio, passando a residir na Vila de Avintes - terra de agricultores, pescadores e panificação (a broa de Avintes) com longa tradição no associativismo e actividades culturais, nomeadamente o teatro."

"Vivia na Quinta de Porcas, onde ainda hoje se respira um ambiente marcadamente rural, entre videiras, cães domésticos e belas alamedas arborizadas com vista para o rio."

"Este é o sítio mais bonito do mundo", dizia Adriano."

"Adriano levava todos os amigos para a quinta (segundo Roberto Machado chegavam a juntar-se cerca de 30 pessoas), onde D. Laura, como excelente anfitriã, recebia os amigos, os familiares dos amigos... Aquela era a casa de todos, assim como vieram a ser mais tarde todos os lugares de Adriano - de todos."

"Após a instrução primária, que completou em Avintes, frequentou o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, onde finalizou o curso do liceu, tendo-se revelado um excelente aluno.

Daqui:

http://www.avintes.net/adriano.htm

Adriano com a tia (do vídeo de Homenagem a Adriano da Casa do Povo da Longra)


com 10 anos (idem)


Adriano na casa da Quinta das Porcas (Avintes), com sua irmã e mãe (imagem do arquivo de Mário Correia)